“Como faço para ganhar (algum) dinheiro com o negócio que me dispus a fazer?”

Segundo encontro Sebrae no Pto.

Segundo encontro Sebrae no Pto.

É fácil falar em vender pães, carnes e pequenos serviços. Mas, e quando o negócio que você tem é inovador, ainda não existem muitos dados e estatísticas sobre ele e, muitas vezes, não há nem benchmark para seguir? São por situações como essa que muitos empreendedores e coworkers passam a cada dia – especialmente aqueles ligados às novas tecnologias.

Foi para tentar se aproximar mais desse público – que é chamado por aí de “Geração Y” – que o SEBRAE esteve presente aqui no Pto de Contato. A fim de entender quais são as necessidades dos empreendedores dessa Geração Y, eles fizeram uma entrevista com alguns de nossos coworkers. A ideia era levantar as principais dúvidas e dificuldades que enfrentavam enquanto montavam e iniciavam suas operações, para que a instituição pudesse também se aproximar desse público. Hoje, eles voltaram com uma compilação de tudo o que eles ouviram e, o mais importante, com algumas dicas. Vamos passar um pouquinho do clima “coworking” que rolou aqui hoje.

TAPETE VERMELHO

Quem trabalha com a venda de serviços pode não encontrar tanta força na publicidade, no design e em outros atributos quanto no boca a boca. Isso não é desculpa para não cuidar de seu site e apresentação, mas a venda de serviços costuma ter um enorme diferencial quando tem o que conhecemos como Q.I: Quem Indica. Isso não pesa tanto na maior parte dos casos em que tratamos da venda de produtos comuns. “Temos aprendido na nossa empresa que, quando somos indicados por alguém em nossa rede de contatos, somos recebidos no possível cliente com TAPETE VERMELHO”, diz um de nossos coworkers. O segredo está, realmente, em você conseguir expandir essa rede de contatos de uma forma conveniente, e que respeite o limite entre aquele cara chato que vive querendo fazer propaganda de seus negócios, ou daquelas relações que são construídas organicamente – e de maneira mais sólida. “Trocar cartão de visitas não é formar rede”, afirma Renato Fonseca (http://conselheirocriativo.blogspot.com/) , consultor do Sebrae (e também autor da frase-pergunta que entitula esse post). “O empreendedor deve analisar as redes de mundo real em que está inserido para poder se dar bem”, completa .

TORNAR VISÍVEL SEU DESTINO

Outra coisa que é um grande desafio para o novo empreendedor é o famigerado Plano de Negócios. Há quem contrate terceiros para elaborar esse documento que pode levar meses para ficar pronto – mas há também quem discorde disso, já que o intuito do Plano é o de justamente fazer o empreendedor enxergar melhor os desafios que tem pela frente. O empreendedor deve ser capaz de “mensurar sua visão”, atenta Renato. E é essa meta que deve ser levada pela frente quando falamos da elaboração do plano: ENXERGAR. Para poder organizar com mais clareza suas ações cotidianas, o empreendedor precisa ser capaz de VISUALIZAR suas metas ao longo do ano e de sua operação. “Mas, como eu vou saber quanto vou vender no primeiro mês?”, é a pergunta que sempre é feita por nós, novos empreendedores. O segredo é saber colocar no papel as respostas sólidas mais óbvias que vêm a nossa cabeça. Mesmo que pareça ainda irreal, vai te ajudar a traçar um norte para os negócios. A Fê, fundadora do espaço ‘pto de contato’, lembra que, por isso mesmo, é muito mais comum que as pequenas empresas revejam suas metas frequentemente ao longo do ano. Ela tem razão, mas a galera não deixa de lembrar que mesmo as grandes empresas com seus acurados departamentos de planejamento financeiro também precisam reajustar, trimestralmente às vezes, suas metas e estimativas para o ano. Sejam oscilações de cenário macro-econômico (política, dólar, etc), sejam mudanças que vieram da sua vivência em sua micro-empresa: tudo pode alterar as metas, mas nem por isso devemos navegar sem elas. “Devemos traçar metas financeiras possíveis, mas que nem por isso deixem de ser desafiadoras”, afirma Renato.

COLABORAÇÃO E COWORKING

Para completar o espírito de coworking, nossa reunião também contou com a abertura, discussão e exposição, por parte dos consultores do Sebrae, sobre algumas das ações estratégicas que eles iriam tomar para poder se aproximar – e atender melhor – às necessidades de pessoas/empreendedores como nós. Falou-se que a imagem do órgão sempre esteve muito associada ao pequeno empreendedor, vendedor de produtos como pães ou pequenos serviços, como mecânica – e isso era necessário mudar. Eles compartilharam conosco a idéia de que o Sebrae deveria ter um apelo mais business, e se posicionar como fonte de informação também, para serviços tecnológicos e inovadores. Nessa “metodologia de aproximação” que eles estão desenvolvendo, eles incluem também a utilização de uma linguagem mais “próxima” e cativante, do que aquela que ultimamente é utilizada.

Se você, leitor, tem seu toque para deixar aqui, e quer também expor quais são suas principais dificuldades ao abrir, gerir e desenvolver negócios inovadores, fica aqui aberto seu canal de contato!

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